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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

David Bowie, some people live 4ever.


O músico britânico David Bowie, uma das maiores celebridades da cultura popular, morreu nesta madrugada, aos 69 anos, de cancro. A notícia foi divulgada na sua página oficial do Facebook e do Twitter. O seu publicista, Steve Martin, confirmou a morte ao canal Sky News.
"10 de Janeiro de 2016: David Bowie morreu tranquilamente hoje, rodeado pela sua família, após uma corajosa batalha contra o cancro durante 18 meses", refere a nota publicada nas redes sociais, cerca das 6h30 desta segunda-feira.
"Muitos de vós partilham esta perda, mas pedimos que respeitem a privacidade da família durante o tempo de luto", completa a nota. O músico tinha acabado de lançar um novo álbum, Blackstar, bem acolhido pela crítica.
No recente videoclipe para a canção Lazarus, realizado por Johan Renck, surgia de corpo magro e envelhecido, deitado numa cama de hospital, começando por cantar: "look up here, i'm in heaven / I've got scars, that can't be seen / I've got drama, can't be stolen / Everybody knows me now." É natural que se façam agora alusões de que seria uma espécie de carta de despedida.
Já esta segunda-feira, o produtor e músico Tony Visconti, seu colaborador desde os anos 1960, publicou no Facebook que "a sua morte foi como a sua vida - uma obra de arte", dando a entender que sabia desde há um ano a esta parte que a sua morte seria uma questão de tempo.
"Ele fez sempre o que quis", escreveu. "Queria fazer as coisas à sua maneira e da melhor forma. A sua morte foi como a sua vida - uma obra de arte. Fez Blackstar para nós, como prenda de despedida. Há um ano que eu sabia que ia ser assim. No entanto, não estava preparado. Era um homem extraordinário, cheio de amor e vida. Estará sempre connosco. Por enquanto, o que há a fazer é chorar."
Em 2013 surpreendeu o mundo, regressando ao activo. Há dez anos que não lançava qualquer álbum novo e desde 2006 que não dava concertos. As aparições públicas também rarearam. Até o seu último biógrafo, o jornalista inglês Paul Trynka, que havia escrito um ano antes o livro Starman – The Definitive Biography (2012) ficou boquiaberto com o regresso a 8 de Janeiro de 2013, no dia em que completou 66 anos, mostrando ao mundo uma nova canção, Where are we now?, e dois meses depois o álbum The Next Day, dez anos depois do último lançamento.
Na altura, em conversa com Trynka, este dizia-nos que havia sido uma surpresa enorme “porque conseguiu gravar um álbum em segredo total”, acrescentando que o impacto do seu regresso era justificado “porque teve uma influência tão grande sobre o som e a imagem da música actual que o seu desaparecimento havia deixado um grande vazio.”
Durante dois anos gravou esse disco, sem que ninguém soubesse, depois de muitas especulações sobre a sua saúde. É verdade que durante esse tempo não esteve ausente por completo (surgiu em palco ao lado dos Arcade Fire, David Gilmour e Alicia Keys e colaborou pontualmente com TV On The Radio, Scarlett Johansson ou Kashmir), mas parecia ter-se remetido à condição de pai de família, levando uma vida tranquila em Nova Iorque, ao lado da mulher, a ex-modelo Íman, e da filha de 15 anos de ambos, Alexandria. Afinal, não era bem assim.
O ano de 2013 foi o do seu grande regresso. Para além do álbum, houve também uma grande exposição no museu Victoria & Albert de Londres, que nos dava a ver a sua carreira nas mais diversas dimensões. A mostra centrava-se sobre as suas múltiplas identidades e sobre a sua influência na música, nas ideias, na cultura visual e nos comportamentos, desde os anos 1960 ao presente, constando de roupas, fotos, extractos de filmes ou manuscritos inéditos.
Mushi mushi.

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